Dra. Patrícia Lana

Mastopexia: conheça a cirurgia que levanta as mamas

Mastopexia: conheça a cirurgia que levanta as mamas

Você já ouviu falar em ptose mamária? Já ouviu falar em mastopexia? Pois uma explica a existência da outra. Ptose mamária é o nome dado ao caimento natural dos seios, seja pelo avanço do tempo, pela amamentação ou por causa do ganho e perda de peso. A mastopexia, também conhecida como lifting de mamas, é uma cirurgia realizada com o objetivo de levantar os seios, dando a eles um aspecto mais jovial.

O objetivo não é aumentar nem reduzir o seu tamanho, apenas reverter o processo de ptose. O procedimento cirúrgico é indicado para mulheres que apresentem os seios flácidos ou com caimento.

Trata-se, efetivamente, de uma cirurgia meramente estética, mas que, como toda cirurgia plástica, tem um valor social, no sentido de restaurar a autoestima e a autoconfianças das pacientes.

O procedimento se encaixa dentro das mamoplastias, que são todas as cirurgias que modificam o formato das mamas.  Ele pode, inclusive ser realizado juntamente a uma mamoplastia de aumento. O implante de silicone pode ser necessário se houver pouco volume mamário, ou para que possa ser restituída a forma e firmeza das mamas.

Como é feita a mastopexia e os cuidados

Não sendo necessário o implante de prótese, o cirurgião retira o excesso de pele e faz o reposicionamento do tecido das mamas, restaurando o contorno original das mesmas. Em alguns casos, pode haver a retirada de glândulas e de algum excesso de gordura.

Se for indicado o uso de implante mamário de silicone, algumas medidas são feitas do tórax e da mama para verificar qual o tamanho ideal para a prótese. Também é considerada a vontade da paciente, ou seja, o tipo de prótese difere se a paciente deseja a mama com formato mais natural, ou mais arredondado.

A cirurgia pode levar de 90 minutos a quatro horas, podendo a paciente ficar internada por um período de 24 horas. Em alguns casos, a liberação pode ocorrer no mesmo dia.

Os cuidados pré-cirúrgicos envolvem exames de praxe de todas as cirurgias, como hemograma completo e análise da coagulação sanguínea. Exames de imagem, como ultrassom e mamografia, são recomendados para avaliar a existência de eventuais lesões, não havendo necessidade de que os mesmos sejam retirados para a realização do procedimento.

A paciente deve ficar em jejum oito horas antes da cirurgia. Após a mesma, a recomendação é que seja submetida a quinze dias de descanso, uso de analgésicos e pomadas para auxiliar a cicatrização.

Riscos e contraindicações

Mulheres que pretendem ser mães devem evitar esse tipo de cirurgia, uma vez que ela pode trazer problemas à amamentação, com a perda dos ductos da mama, que conduzem o leite. Em resumo, não é indicada para quem ainda pretende amamentar.

As complicações mais frequentes são:

  • Pequenas deiscências de ferida, ou seja, pequenas aberturas dos pontos de sutura. Na maioria das vezes, são necessários somente curativos e cuidados locais para a completa cicatrização.
  • Quelóide. A cicatriz queloideana ou hipertrófica ocorre por uma tendência da pele da paciente. Quando se sabe previamente sobre essa tendência, pode-se realizar tratamentos preventivos.

Complicações que podem ocorrer raramente:

  • Isquemia ou necrose da aréola. Ocorre devido a má circulação. Mais frequente quando as mamas são muito grandes ou quando a paciente é tabagista ou possui diabetes mal controlado.
  • Tromboses. Podem ocorrer nas pernas ou raramente causar embolia pulmonar. Cuidados específicos devem ser tomados para prevenir tal complicação.

Há outros riscos envolvidos, razão pela qual é preciso, antes de decidir pela mastopexia, ter certeza de que está nas mãos de um cirurgião capacitado e que todos os cuidados prévios foram tomados. O profissional deve possuir registro no Conselho Federal de Medicina e ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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Mamoplastia: cuidados no pré e no pós operatório

Mamoplastia: cuidados no pré e no pós operatório

O termo mamoplastia é utilizado para descrever as cirurgias plásticas realizadas na região das mamas. Na atualidade, existem três principais técnicas que se enquadram nessa categoria: mamoplastia de aumento – o uso de próteses de silicone para aumentar os seios-, mamoplastia redutora (a redução das mamas) e a mastopexia, que levanta os seios e retira apenas o excesso de pele.

Apesar de serem procedimentos bastante recorrentes, eles requerem atenção tanto no pré quanto no pós-operatório para que tudo ocorra bem. Para saber quais são os principais cuidados durante ambos os períodos, continue a leitura do artigo.

Pré-operatório: Quais cuidados tomar antes da mamoplastia

Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico, é imprescindível que você converse longamente com seu médico de confiança. Através do diálogo você terá a oportunidade de apresentar a sua insatisfação e as suas expectativas para que juntos encontrem a abordagem ideal e mais apropriada.

Assim que a decisão for tomada, o próximo passo é efetuar os exames pré-operatórios. Nessa etapa, o profissional poderá pedir a realização de um exame de sangue (hemograma, coagulograma, íons, glicemia de jejum e outros em casos selecionados), além de uma avaliação de risco anestesiológico. Se tiver mais de 40 anos, será necessária a realização de mamografia, para rastreamento de câncer de mama. A liberação para a plástica deve ser concedida somente se os resultados demonstrarem que a pessoa está em plenas condições físicas de passar pela anestesia e demais fases.

Parar de fumar e controlar a ingestão de bebidas alcoólicas traz grandes benefícios para a sua cicatrização. Por isso, é indicado começar a tomar essas precauções ainda nas semanas que antecedem a cirurgia. Outro ponto importante é hidratar a pele das mamas para que não surjam estrias. Manter um peso saudável reduz as chances de complicações durante e após a operação, além de permitir um resultado mais duradouro.

Pós-operatório: Cuidados para depois da cirurgia

Depois da intervenção, o paciente não poderá carregar peso ou dirigir. Também não deve levantar os braços em ângulo acima de 90 º. É útil contar com o suporte de familiares ou mesmo enfermeiros para algumas atividades como tomar banho, por exemplo.

A movimentação do corpo ajuda a prevenir problemas vasculares, como as tromboses e tromboembolias. Mas atenção, são caminhadas leves, dentro de casa mesmo, as atividades físicas não estão liberadas por algum tempo.

Massagens, especialmente a drenagem linfática, contribuem para a redução dos edemas e da dor. Trata-se ainda um bom recurso para acelerar a absorção dos hematomas.

Se possível, nas semanas seguintes à intervenção, durma com a cabeça mais elevada do que o habitual.

Durante o banho, é preciso higienizar corretamente a região dos pontos para que não haja infecções. Para tanto, o ideal é utilizar um sabonete líquido com propriedades antissépticas. A região operada só pode ser molhada no banho após autorização médica. Os primeiros curativos serão trocados no consultório. Por fim, recomenda-se vestir roupas que possuam abotoamento frontal, como camisas sociais.

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Mamas caídas: por que acontece e como tratar

Mamas caídas: por que acontece e como tratar

A ptose mamária, ou mamas caídas como é popularmente conhecida, é um problema bastante comum entre as mulheres e uma das principais queixas nos consultórios de Cirurgia Plástica.

Sabemos que a mama tem um determinado volume, sendo recoberta por uma pele adequada a ela. Quando a mama aumenta muito, a pele precisa se adaptar ao novo formato para garantir a sua sustentação. Porém, quando há redução da mama, que também causa diminuição do volume, a pele não consegue voltar ao seu estágio normal, ocasionando a flacidez e as mamas caídas.

A ptose mamária pode ser classificada em três graus:

  • Grau I: aréola na altura do sulco mamário e acima do contorno da glândula;
  • Grau II: aréola abaixo do sulco mamário e acima do contorno da glândula;
  • Grau III: aréola abaixo do sulco mamário e do contorno da glândula.

Causas das mamas caídas

As mamas caídas não acometem apenas mulheres mais velhas. Jovens e até adolescentes podem apresentar flacidez excessivas devido a vários fatores. As principais causas da ptose mamária são: ganho ou perda excessiva de peso, mamas muito grandes, amamentação, hereditariedade, efeito de implantes mamários, deformidades de desenvolvimento e envelhecimento.

O estilo de vida também pode influenciar, como alimentação irregular, alcoolismo, sedentarismo e tabagismo.

Diagnóstico e tratamento

Antes de pensar em uma cirurgia plástica, é preciso conhecer detalhes sobre o formato das mamas e também o desejo da paciente. Em uma consulta, o médico poderá avaliar se a queda da mama vai além do sulco mamário, se há perda de volume na parte de cima da mama (polo superior mamário) e se há deslocamento para baixo da aréola. Cada caso demandará um tipo de tratamento específico.

O tratamento mais comum para as mamas caídas é a mastopexia ou lifting mamário, que tem como objetivo reverter o caimento natural dos seios. Durante o procedimento, o cirurgião fará o reposicionando da aréola e da pele com flacidez, elevando as mamas e melhorando a simetria.

No caso de seios muito grandes, o recomendado é uma mamoplastia redutora, que visa reduzir o tamanho das mamas, retirando o excesso de pele e corrigindo a forma, deixando-as proporcionais e livres de flacidez.

A cirurgia pode ser associada ao uso de implantes, ou não, e vai depender das características individuais de cada paciente. O procedimento pode ser feito a partir dos 18 anos e, a princípio, não tem contraindicação. A cirurgia geralmente não afeta a função de amamentação, no entanto, se você estiver pretendendo engravidar converse com o seu cirurgião plástico, pois as mudanças que ocorrem durante a gravidez podem modificar os resultados da cirurgia. Da mesma forma, planos de perda de peso também devem ser discutidos.

A recuperação após a mastopexia é rápida, mas com leve desconforto e sensação de peso ou alteração na sensibilidade dos seios, devido à anestesia. O resultado final pode ser visto dentro de 6 meses, mas a mulher pode voltar ao trabalho dentro de aproximadamente 15 dias após a cirurgia. Após 40 da cirurgia pode-se voltar a dirigir e a fazer exercícios físicos leves, como caminhada, por exemplo.

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Tire suas dúvidas sobre a lipoaspiração

Tire suas dúvidas sobre a lipoaspiração

A lipoaspiração, também conhecida como lipo, é uma cirurgia plástica que remove parte da gordura do subcutâneo – o tecido adiposo abaixo da pele – por meio de cânulas ligadas a um aparelho aspirador. É necessária técnica apurada para retirar gordura de forma regular, sem deixar afundamentos ou retrações. 

O procedimento é indicado para tratar acúmulos de gordura em várias partes do corpo, incluindo coxas, braços, cintura, abdome, parte interna dos joelhos, costas e culotes. A cirurgia pode ser realizada de forma isolada ou junto com outro procedimento estético, como redução da mama ou abdominoplastia.

Quando a lipoaspiração é indicada?

Como dito anteriormente, a lipoaspiração tem como objetivo a remoção de acúmulos de gordura que atrapalha a silhueta corporal. Portanto, não é indicada como um tratamento para emagrecimento, mas sim nos casos em que a gordura, mesmo com atividade física e bons hábitos alimentares, não é eliminada.

Como é a preparação para o procedimento?

Como todo procedimento cirúrgico, alguns cuidados devem ser tomados antes da realização da lipoaspiração. Inicialmente são realizados alguns exames de laboratório e avaliação médica. Se necessário, o paciente deverá tomar alguns medicamentos ou ajustar seus medicamentos atuais.

No dia antes da cirurgia, é necessário fazer jejum de oito horas. Todos os cuidados serão repassados pelo médico antes do procedimento.

Como é feita a cirurgia?

A lipoaspiração é realizada com pequenas incisões. Inicialmente é injetada uma solução para reduzir o sangramento, muitas vezes chamada de hidrolipo. Em seguida, uma cânula (tubo oco fino) é passada delicadamente por meio das incisões, aspirando o excesso de gordura, até obter o resultado desejado. Existe um limite para a quantidade de gordura que pode ser retirada. O volume máximo é de 7% do peso corporal, ou seja, em uma pessoa de 70kg, podem ser retirados no máximo 4,9 litros. Outro fator que deve ser observado é o aparecimento de flacidez. Qua do começa a ocorrer excedente de pele, temos que parar a aspiração. 

O resultado da cirurgia é imediato?

Não. A melhora da silhueta corporal só será percebida quando o inchaço e a redução de líquido diminuírem. É preciso esperar entre 8 a 10 meses para observar a situação definitiva. Além disso, é preciso manter peso adequado e adotar um estilo de vida saudável.

O ganho de peso pode reverter os resultados. Lembrando que apesar de serem esperados bons resultados, não há garantia. Em algumas situações, pode ser necessária uma nova cirurgia.

Como é a recuperação da lipoaspiração?

O repouso é fundamental após a cirurgia. Alguns pacientes devem fazer uso de uma cinta elástica ou até mesmo de um dreno, para remover qualquer excesso de sangue ou de fluido. O médico indicará os medicamentos que podem ser administrados para tratar a dor. Na maioria das vezes devem ser realizadas sessões de drenagem linfática ou liberação miofascial, para ajudar na recuperação. 

Onde a cirurgia deve ser realizada?

O procedimento deve ser realizado em local seguro e confortável para o médico e o paciente, em centro cirúrgico autorizado pela Vigilância Sanitária, com equipamentos e equipe treinada para qualquer intercorrência.

Assim como o sucesso da cirurgia, é importante que o profissional escolhido esteja capacitado para realizar o procedimento. Se estiver em dúvida, consulte a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e não realize nenhum procedimento sem antes ter certeza da escolha do profissional.

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Como tratar as rugas na face

Como tratar as rugas na face

As rugas são sinais de envelhecimento da pele e surgem devido a dois motivos principais: a perda de colágeno – responsável pela sustentação da pele – e o aumento das atividades dos músculos – causando as chamadas linhas de expressão. Além de disso, exposição solar, poluição, estresse, privação do sono e pouca hidratação podem acelerar o processo de envelhecimento da pele.

Tipos de rugas

As linhas de expressão são os primeiros sinais aparentes do envelhecimento da pele, em função da contração e do relaxamento constantes da musculatura da face. Elas se desenvolvem, principalmente, se o organismo já começou a sofrer alteração na produção de colágeno e elastina devido ao envelhecimento. É quando isso acontece que começam a aparecer as rugas.

Existem quatro tipos de rugas:

  1. Rugas finas: comuns em pessoas com pouco mais de 30 anos e peles mais claras, as rugas finas estão associadas à perda de colágeno, afetando a camada superficial da pele.
  2. Rugas profundas: consequência do envelhecimento natural e causado por fatores externos, as rugas profundas costumam aparecer a partir dos 45 anos, devido à perda intensa de colágeno e afinamento da derme.
  3. Rugas gravitacionais: causadas, principalmente, pela redução das fibras colágenas e elásticas, as rugas gravitacionais aparecem junto com a flacidez dos músculos e com a ação da gravidade, deixando sobras de pele, como o bigode chinês, linhas de marionete e fladicez abaixo da mandíbula. Esse tipo de ruga é mais evidente em pessoas acima de 50 anos.
  4. Rugas dinâmicas: são as linhas de expressão geradas pela contração dos músculos da face e, se formam na região da testa, no lábio superior, entre as sobrancelhas e no canto dos olhos. Seu aparecimento é mais comum a partir os 30 anos.

Diagnóstico e tratamento das rugas

Embora possa parecer um problema óbvio e visível a olho nu, o diagnóstico das rugas requer a avaliação de um de dermatologista ou cirurgião plástico. O profissional avaliará os sinais tanto na parte preventiva quanto na terapêutica, indicando o tratamento adequado.

Essa avaliação é feita com a análise das proporções faciais, qualidade da pele e do padrão de contração muscular. 

Existem dois tipos de tratamento: os tratamentos com produtos dermatológicos e os tratamentos feitos com procedimentos estéticos, como laser, preenchimentos e aplicação de botox.

Os cremes antirrugas agem como um renovador celular. Eles removem a camada morta da pele, permitindo que suas substâncias promovam um estímulo para a produção de novas células. Com isso, aumenta a concentração de colágeno e elastina, proporcionando maior firmeza e elasticidade da pele, o que, por sua vez, atenua as rugas existentes e previne o aparecimento de novas.

Já os procedimentos estéticos, tratam as rugas de diferentes formas. Os procedimentos mais comuns são: toxina botulínica (o famoso botox), laser, peelings, preenchimentos, bioestimuladores e fios de suspensão. A escolha do tratamento dependerá do tipo de ruga e da sua evolução na pele.

Além dos tratamentos estéticos, é muito importante a prevenção. Sabemos que os raios solares são os principais causadores do envelhecimento da pele. Então usar filtros solares, roupas adequadas e chapéus, é crucial. Assim como ter uma boa alimentação e evitar o tabagismo e bebidas alcoólicas. 

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