Mamoplastia

Mastopexia: conheça a cirurgia que levanta as mamas

Mastopexia: conheça a cirurgia que levanta as mamas

Você já ouviu falar em ptose mamária? Já ouviu falar em mastopexia? Pois uma explica a existência da outra. Ptose mamária é o nome dado ao caimento natural dos seios, seja pelo avanço do tempo, pela amamentação ou por causa do ganho e perda de peso. A mastopexia, também conhecida como lifting de mamas, é uma cirurgia realizada com o objetivo de levantar os seios, dando a eles um aspecto mais jovial.

O objetivo não é aumentar nem reduzir o seu tamanho, apenas reverter o processo de ptose. O procedimento cirúrgico é indicado para mulheres que apresentem os seios flácidos ou com caimento.

Trata-se, efetivamente, de uma cirurgia meramente estética, mas que, como toda cirurgia plástica, tem um valor social, no sentido de restaurar a autoestima e a autoconfianças das pacientes.

O procedimento se encaixa dentro das mamoplastias, que são todas as cirurgias que modificam o formato das mamas.  Ele pode, inclusive ser realizado juntamente a uma mamoplastia de aumento. O implante de silicone pode ser necessário se houver pouco volume mamário, ou para que possa ser restituída a forma e firmeza das mamas.

Como é feita a mastopexia e os cuidados

Não sendo necessário o implante de prótese, o cirurgião retira o excesso de pele e faz o reposicionamento do tecido das mamas, restaurando o contorno original das mesmas. Em alguns casos, pode haver a retirada de glândulas e de algum excesso de gordura.

Se for indicado o uso de implante mamário de silicone, algumas medidas são feitas do tórax e da mama para verificar qual o tamanho ideal para a prótese. Também é considerada a vontade da paciente, ou seja, o tipo de prótese difere se a paciente deseja a mama com formato mais natural, ou mais arredondado.

A cirurgia pode levar de 90 minutos a quatro horas, podendo a paciente ficar internada por um período de 24 horas. Em alguns casos, a liberação pode ocorrer no mesmo dia.

Os cuidados pré-cirúrgicos envolvem exames de praxe de todas as cirurgias, como hemograma completo e análise da coagulação sanguínea. Exames de imagem, como ultrassom e mamografia, são recomendados para avaliar a existência de eventuais lesões, não havendo necessidade de que os mesmos sejam retirados para a realização do procedimento.

A paciente deve ficar em jejum oito horas antes da cirurgia. Após a mesma, a recomendação é que seja submetida a quinze dias de descanso, uso de analgésicos e pomadas para auxiliar a cicatrização.

Riscos e contraindicações

Mulheres que pretendem ser mães devem evitar esse tipo de cirurgia, uma vez que ela pode trazer problemas à amamentação, com a perda dos ductos da mama, que conduzem o leite. Em resumo, não é indicada para quem ainda pretende amamentar.

As complicações mais frequentes são:

  • Pequenas deiscências de ferida, ou seja, pequenas aberturas dos pontos de sutura. Na maioria das vezes, são necessários somente curativos e cuidados locais para a completa cicatrização.
  • Quelóide. A cicatriz queloideana ou hipertrófica ocorre por uma tendência da pele da paciente. Quando se sabe previamente sobre essa tendência, pode-se realizar tratamentos preventivos.

Complicações que podem ocorrer raramente:

  • Isquemia ou necrose da aréola. Ocorre devido a má circulação. Mais frequente quando as mamas são muito grandes ou quando a paciente é tabagista ou possui diabetes mal controlado.
  • Tromboses. Podem ocorrer nas pernas ou raramente causar embolia pulmonar. Cuidados específicos devem ser tomados para prevenir tal complicação.

Há outros riscos envolvidos, razão pela qual é preciso, antes de decidir pela mastopexia, ter certeza de que está nas mãos de um cirurgião capacitado e que todos os cuidados prévios foram tomados. O profissional deve possuir registro no Conselho Federal de Medicina e ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgiã plástica em Belo Horizonte!

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Mamoplastia: cuidados no pré e no pós operatório

Mamoplastia: cuidados no pré e no pós operatório

O termo mamoplastia é utilizado para descrever as cirurgias plásticas realizadas na região das mamas. Na atualidade, existem três principais técnicas que se enquadram nessa categoria: mamoplastia de aumento – o uso de próteses de silicone para aumentar os seios-, mamoplastia redutora (a redução das mamas) e a mastopexia, que levanta os seios e retira apenas o excesso de pele.

Apesar de serem procedimentos bastante recorrentes, eles requerem atenção tanto no pré quanto no pós-operatório para que tudo ocorra bem. Para saber quais são os principais cuidados durante ambos os períodos, continue a leitura do artigo.

Pré-operatório: Quais cuidados tomar antes da mamoplastia

Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico, é imprescindível que você converse longamente com seu médico de confiança. Através do diálogo você terá a oportunidade de apresentar a sua insatisfação e as suas expectativas para que juntos encontrem a abordagem ideal e mais apropriada.

Assim que a decisão for tomada, o próximo passo é efetuar os exames pré-operatórios. Nessa etapa, o profissional poderá pedir a realização de um exame de sangue (hemograma, coagulograma, íons, glicemia de jejum e outros em casos selecionados), além de uma avaliação de risco anestesiológico. Se tiver mais de 40 anos, será necessária a realização de mamografia, para rastreamento de câncer de mama. A liberação para a plástica deve ser concedida somente se os resultados demonstrarem que a pessoa está em plenas condições físicas de passar pela anestesia e demais fases.

Parar de fumar e controlar a ingestão de bebidas alcoólicas traz grandes benefícios para a sua cicatrização. Por isso, é indicado começar a tomar essas precauções ainda nas semanas que antecedem a cirurgia. Outro ponto importante é hidratar a pele das mamas para que não surjam estrias. Manter um peso saudável reduz as chances de complicações durante e após a operação, além de permitir um resultado mais duradouro.

Pós-operatório: Cuidados para depois da cirurgia

Depois da intervenção, o paciente não poderá carregar peso ou dirigir. Também não deve levantar os braços em ângulo acima de 90 º. É útil contar com o suporte de familiares ou mesmo enfermeiros para algumas atividades como tomar banho, por exemplo.

A movimentação do corpo ajuda a prevenir problemas vasculares, como as tromboses e tromboembolias. Mas atenção, são caminhadas leves, dentro de casa mesmo, as atividades físicas não estão liberadas por algum tempo.

Massagens, especialmente a drenagem linfática, contribuem para a redução dos edemas e da dor. Trata-se ainda um bom recurso para acelerar a absorção dos hematomas.

Se possível, nas semanas seguintes à intervenção, durma com a cabeça mais elevada do que o habitual.

Durante o banho, é preciso higienizar corretamente a região dos pontos para que não haja infecções. Para tanto, o ideal é utilizar um sabonete líquido com propriedades antissépticas. A região operada só pode ser molhada no banho após autorização médica. Os primeiros curativos serão trocados no consultório. Por fim, recomenda-se vestir roupas que possuam abotoamento frontal, como camisas sociais.

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